Tantos caminhos, escolhas, cores, política, religiões, enfim, como diz o ditado: “Gosto não se discute”, mas o ser humano é tão egocêntrico que dificilmente percebe que o normal é ser diferente, principalmente numa sociedade onde há tantas opções relacionadas a tudo, opções essas que sempre atentam a cada detalhe de cada pessoa para, assim, agradar e atrair o maior número de adeptos e seguidores.
Qualquer escolha feita determina um grupo no qual a pessoa se enquadra, as denominadas “tribos”. No mundo todo, temos diversas tribos, e alguns indivíduos se encaixam em diversos grupos, enquanto outros dificilmente se encontram, ou seja, não conseguem definir sua personalidade, ou evitam a interação social, por timidez, aversão ou outros motivos.
Uma tribo da qual todos fazemos parte, independente de escolhas, é o grupo dos “seres humanos”, do qual somos totalmente dependentes, pois é esse grupo que nos garante a sobrevivência, direta ou indiretamente.
Outros grupos comuns do qual somos “obrigados” a participar é o de nacionalidade (pertenço ao grupo de brasileiros, pois nasci no Brasil) e a Família (não podemos escolher a qual família pertenceremos).
Por diversas vezes somos julgados pelo o que mostramos ao mundo, e não pelo o que realmente somos, por isso as tribos se identificam através de vestimentas, cortes de cabelo, maquiagem e outros inúmeros acessórios, mas isso não garante que a pessoa realmente se identifique com aquele grupo, pois o que realmente importa são os ideais.
O ser humano se torna, por muitas vezes, um indivíduo intolerante, incapaz de aceitar as diferenças, acreditando pertencer a um grupo superior, com o direito de ameaçar, julgar e agredir outros grupos menores.
Chegamos então ao maior problema de convivência da sociedade atual: o Bullying, que nada mais é do que a não aceitação de outros ideais que não os seus, o que leva o indivíduo a agredir outro que considere mais fraco, sem condições para se defender.
A falta de tolerância humana já levou a sociedade a se perder em conflitos sem causa, lutas sem vencedores, grandes crises, fome e injustiças sociais. Tanto se fez, e ainda não foi possível aprender alguma coisa, como se o déficit resultado desses “estranhamentos” não significasse nada para o mundo.
Se há uma força maior, criadora de todo o universo, e essa força nos deu o livre arbítrio, em que somos tão maiores para impedir a liberdade de escolha e de expressão? Quem somos nós para julgarmos o nosso semelhante?
O pior de todos os problemas é o comportamento das crianças, que levam para o convívio escolar tudo o que veem nessa sociedade mesquinha, e aprendem a encarar o diferente como uma ameaça, e entendem que tudo o que não lhe for agradável deve ser agredido, humilhado e eliminado de seu círculo social, para afirmar desse modo que é maior e melhor do que os outros, como um leão que mata o seu próximo para se auto afirmar como líder do bando, uma atitude extremamente irracional, que nós – seres humanos – não deveríamos ter.
Vendo todos os casos de violência e humilhação causado pelo bullying – ou intolerância, como preferir – resta-nos aprender a conviver e aceitar a diferença, e esperar que, um dia, todas as pessoas consigam enxergar as diferenças como um benefício da convivência em sociedade, e não como desculpa para atos infantis e irracionais.
